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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

SÉRIE ÍDOLOS

Neco

Atleta de vanguarda. Assim pode ser considerado Manuel Nunes, mais conhecido como Neco. Um dos primeiros curingas do futebol brasileiro, já que atuava como ponta-esquerda, centroavante e meio-campo. Começou a jogar pelo Corinthians em 1913 e, um ano depois, foi campeão paulista pela primeira vez, e artilheiro com 12 gols, feito que repetiria em 1920 com 24 gols. Em 1915, Neco esteve emprestado ao Mackenzie, mas não esqueceu o seu time do coração.

Em 1916, de volta ao Timão, Neco outra vez sagra-se campeão paulista. O fato se repetiria em 1922, 1923, 1924, 1928 e 1930. Esses títulos deram ainda ao craque a condição de, junto com Amilcar Barbuy, ser o primeiro corintiano convocado para a Seleção Brasileira.

Todas essas conquistas fizeram de Neco o primeiro ídolo corintiano e também o primeiro jogador a ter um busto no Parque São Jorge. Durante 17 anos defendendo o alvinegro paulista, Neco disputou 296 jogos (215 vitórias, 35 empates e 46 derrotas), marcou 235 gols - é o quarto maior goleador do Timão - e até hoje é lembrado pela nação corintiana, que o idolatra já há mais de noventa anos.

*Algumas informações extraídas do livro "O dia em que me tornei... Corintiano", de Marcelo Duarte.

sábado, dezembro 29, 2007

SÉRIE ÍDOLOS

Tostão

Eduardo Gonçalves de Andrade é considerado um dos grandes jogadores do futebol nacional e internacional.

Tostão iniciou sua carreira no futebol de salão do Cruzeiro em 1961. Em 1962, com quinze anos, foi para a equipe júnior de futebol de campo. No mesmo ano, o América Mineiro contratou o jogador, que jogou apenas um ano. Em 1963, voltou ao Cruzeiro, clube que o projetou para o Brasil e o mundo.
Mesmo atuando no meio de campo, com a responsabilidade de armar as jogadas para os atacantes, Tostão é o maior artilheiro da história do Cruzeiro, com 248 gols. Estabeleceu marcas no Campeonato Mineiro, quando sagrou-se o goleador por três edições seguidas: em 1966, 67 e 68. Foi ainda o artilheiro da última edição da Taça de Prata, em 1970.
O Mineirinho de Ouro, como foi apelidado, integrou o mitológico ataque da seleção que conquistou o tricampeonato mundial em 1970, transferiu-se do Cruzeiro para o Vasco em abril de 1972, na maior transação envolvendo clubes brasileiros até aquela época. Como jogador do Vasco, naquele mesmo ano, sagrou-se campeão da Minicopa pelo Brasil. A contratação de Tostão foi o simbolo do início de uma nova fase no Vasco, que passava por uma crise, e empolgou a torcida. Infelizmente, os vascaínos não puderam contar por muito tempo com seu futebol brilhante e inteligente. Depois de um ano, Tostão voltou a sentir os problemas na vista, conseqüência de um descolamento na retina que sofrera em 69 ao levar uma bolada do zagueiro Ditão, do Corinthians. Depois de passar vários meses fora do time, acabou abandonando o futebol no início de 1974, aos 27 anos. Nos anos seguintes, Tostão dedicou-se à medicina, tendo mais tarde se formado como médico.
Após mais de uma década afastado do futebol, Tostão retornou como cronista esportivo, escrevendo até hoje para diversos jornais no Brasil, além de comentarista de rádio.

quarta-feira, outubro 11, 2006

SÉRIE ÍDOLOS

Júnior

Leovegildo Lins Gama Júnior nasceu em João Pessoa (PB) no dia 29 de junho de 1954, foi lançado no time profissional do Flamengo no começo dos anos 70. No início, ele atuava como lateral-direita, mas depois se efetivou na lateral-esquerda, onde colocou no banco de reservas Wanderley Luxemburgo, hoje técnico.
Ao lado de Zico, Adílio, Nunes, Andrade, Tita e outras feras, Júnior formou um dos melhores times do Flamengo em todos os tempos. Sobraram títulos no final dos anos 70 e começo dos anos 80. Os mais importantes foram os brasileiros de 80, 82 e 83, a Libertadores da América de 81 e o Mundial Interclubes do Japão de 81.
Júnior encerrou a carreira em 93. Chegou a receber propostas para defender outras equipes, entre elas o Botafogo, mas não quis trocar o seu amor, o Flamengo, por um time rival. Com a camisa rubro-negra foram 857 jogos, 492 vitórias, 210 empates e 155 derrotas. Ele marcou 73 gols pelo Flamengo.